Estava ouvindo um cd no carro esta manhã, um que já havia ouvido muitas vezes, e que tem, no começo de uma das músicas um pequeno poema, curto e objetivo.
Mais uma vez ouvi esse poema, de Benjamin Constant, que dá uma definição (em meio a tantas outras) bem precisa de que tipo de sentimento é o amor*, como ele nos afeta, e por quê nos afeta (que palavra mais gay!):
“Todo sentimento precisa de um passado para existir.
O amor não.
Ele cria como que por encanto o passado que nos cerca.
Ele nos dá a consciência de havermos vivido anos a fio com alguém que há pouco era quase um estranho.
Ele supre a falta de lembranças por uma espécie de mágica”.
- Benjamin Constant
*Para entender: o “amor” de que se fala aqui, é aquele que James C. Hunter menciona em seu “O Monge e o Executivo”:
“…O cristianismo, por exemplo. Eu realmente tentava entender o que Jesus queria dizer, mas ele continuava voltando à palavra amor. Disse para “amar seu próximo”, o que eu imaginava ser possível contanto que tivesse bons vizinhos…”
“…’Sim, amar nossos inimigos. Que piada! Então tenho que amar um estuprador!’ O professor de línguas me interrompeu dizendo que eu estava interpretando mal as palavras de Jesus. Ele explicou que, ao pensar em amor, eu estava confundindo sentimento com ação. Você sabe, a partir do momento em que tenho sentimentos positivos a respeito de alguma coisa ou alguém, posso dizer que os amo. Geralmente associamos amor com bons sentimentos…”
Entenderam? Não? Que tal ler o livro?

June 22nd, 2006 at 11:50 am
Show de bola!!!!!
June 22nd, 2006 at 9:50 pm
Eu conhecia a frase do Benjamin Constant na voz da Ana Carolina. Fiquei extremanente encantada com ela a primeira vez que a ouvi. Ela é a mais pura verdade. Nenhum sentimento nasce do nada. A tristeza, a raiva, a amizade, o carinho todos têm um passado, mas o amor nasce da esperança de um futuro.
June 23rd, 2006 at 7:53 am
O cd que eu mencionei é o desse cara mesmo: Ana Carolina.